Na prática, a teoria é outra

Embora seja consenso que a medicina preventiva deva ganhar mais espaço tanto no sistema privado quando no sistema público de saúde, alguns aspectos para sua implantação ainda pedem discussões mais profundas.

Assisti recentemente a uma discussão on-line muito interessante, promovido pela revista The Economist, em que os debatedores concordam que a prevenção é uma ótima ideia, mas pode não ser muito prática.

O diretor do Wolfson Institute of Preventive Medicine, Professor Sir Nicholas Wald, considerou importante adotar medidas como programas educacionais para mudar o estilo de vida das pessoas e campanhas de vacinação, mas condenou os pedidos excessivos por exames. “Devemos focar na natureza da doença e na prevenção precoce, para evitar mortes prematuras e incapacitação severa, mas evitar métodos que ainda não têm benefícios bem comprovados, como alguns tipos de screening, que podem até trazer riscos para o paciente.”

A efetividade das campanhas governamentais para a saúde em mídia de massa também foi questionada, mas não se descartou sua importância. “Estes anúncios não vão impedir as pessoas de continuar fazendo coisas que prejudicam sua saúde, como fumar ou ter uma alimentação inadequada, mas pelo menos iniciam os debates sobre temas importantes. Em 20 anos, podemos ter uma sociedade engajada em prevenção, o que pode melhorar a qualidade de vida e reduzir os custos do National Health Service (NHS) em até £ 30 bilhões no longo prazo”, avalia a pesquisadora do The King’s Fund, Tammy Boyce.

Por outro lado, o diretor da Progressive Vision, Shane Frith, condenou a interferência do governo nas questões relacionadas à prevenção de doenças e qualidade de vida. “O Estado não deve tomar uma posição de babá e dizer o que as pessoas devem ou não fazer. As decisões relacionadas à prevenção e qualidade de vida devem ser bottom-up, entre os pacientes e seus médicos, e não top-down e centralizadas em órgãos governamentais”.

A discussão ainda passou pelo risco do uso exagerado dos recursos de saúde na tentativa de prevenir doenças, o papel e a responsabilidade do paciente no cuidado com sua própria saúde e o retorno financeiro da medicina preventiva.

Vale uma olhada: http://w3.cantos.com/09/eiu-phil-904-2lfkf/index_archive_page.php (Em inglês. Cadastro requerido)

*Você também pode ler este post em http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=121

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