Inspirada pela Conferência Mundial Sobre Mudanças Climáticas, que será promovida pela ONU em dezembro, em Copenhague, mas que já tem pautado os noticiários nacionais e internacionais não só sobre o aquecimento global, mas também sobre outras questões relacionadas ao meio-ambiente, fui atrás de informações específicas para o setor de saúde.
Em minhas buscas, encontrei uma ONG nos Estados Unidos que realiza um trabalho muito interessante, a Practice Greenhealth. O objetivo desta organização é engajar hospitais, operadoras, indústrias e outros players do setor de saúde em práticas sustentáveis do ponto de vista ambiental. Além de promover cursos e seminários e oferecer manuais de boas práticas, a Practice Greenhealth desenvolveu duas ferramentas curiosas, a Greenhealth Tracker e a Healthcare Energy Impact Calculator.
A Greenhealth Tracker ajuda a gerenciar os resíduos, priorizar metas para a redução do desperdício e até mesmo analisar os custos envolvidos com taxas e descarte do lixo hospitalar. Já a Healthcare Energy Impact Calculator mostra como a emissão de dióxido de enxofre, óxido nitroso e mercúrio pelas plantas de energia dos hospitais afeta a saúde de pacientes, funcionários e visitantes, estimando mortes prematuras, bronquite crônica, ataques de asma e entradas nas áreas de emergência causadas pelo contato com estes poluentes.
O impacto da escolha das fontes de energia é grande. De acordo com a ONG, um hospital de 200 leitos no Meio Oeste, que utilize carvão mineral como fonte de energia e gaste 7 milhões de KWh por ano, é responsável por um impacto negativo na sociedade e na saúde pública de US$ 1 milhão por ano e US$ 107 mil em custos diretos com medicamentos e assistência médica.
Achei a iniciativa de medir a pegada ambiental dos hospitais ótima e muito alinhada ao que se espera de instituições de saúde. Não é só uma questão de cuidar de flora e fauna, mas de responsabilizar-se pela parte mais importante das discussões sobre meio-ambiente: a saúde das pessoas.